O reflorestamento é a ação de recuperar uma área desmatada por meio do plantio de novas árvores. Essa ação pode ocorrer de forma natural ou intencional, ou seja, com a interferência humana para atingir determinados objetivos, como realizar a manutenção de matas ciliares, restaurar ecossistemas, absorver os gases de efeito estufa (GEE) reduzindo o impacto do aquecimento global por meio do sequestro de carbono e também o plantio de florestas comerciais para produção de madeira.

Mas, afinal porque vale a pena reflorestar? Quais são os benefícios?

5 Benefícios do reflorestamento das florestas

1 Sinônimos de equilíbrio

As árvores armazenam em sua copa e troncos, parte da água da chuva, fazendo com que a evapore, reiniciando o ciclo da chuva. Essa função é de suma importância para regiões internas do países que não ficam próximo ao oceano, pois sem as árvores para regular a quantidade de água, às regiões mais centrais dos continentes seriam, um verdadeiro deserto.

2 Aspirador de CO2

Segundo o engenheiro florestal alemão, Peter Wohlleben, “as árvores realizam fotossíntese e produzem hidrocarbonetos, que usam para o próprio crescimento, e ao longo da vida armazenam até 200 toneladas de CO2 no tronco, nos galhos e nas raízes (…). Quando ela morre, o CO2 afunda com ela na lama e forma ligações de carbono”, configurando assim um solo mais fértil.

3 Ar-condicionado de madeira

Pelo fato das florestas reterem parte do calor no tronco, nos galhos e nas raízes elas causam o resfriamento do ambiente, amenizando assim o calor.

4 Ar saudável e qualidade de vida

Em um experimento desenvolvido por cientistas coreanos (Jee-Yon Lee e Duk-Chul Lee) foi constatado que ao se caminhar em florestas (exceto da mata de coníferas e de matas de carvalho) melhora a pressão arterial, a capacidade pulmonar e a elasticidade das artérias, enquanto os passeios na cidade não causam nenhuma alteração.

Essa alteração é devido aos fitocidas que matam os germes, melhorando assim o sistema imunológico humano.

5 Berço da biodiversidade

A árvores produzem frutos que servem de alimentos para diversas espécies de animais e suas raízes funcionam como moradia para fungos que retribuem auxiliando a fixação do nitrogênio.

A copa pode ser casa de mais de 257 espécies diferentes segundo estudo de Martin Gobner. O químico Katsuhiko Matsunga incentivou pescadores a plantar mais árvores perto de rios e riachos ao observar que as folhas que caem em rios e riachos, liberam um ácido que chega ao mar.

Esse ácido estimula o crescimento de plâncton, a base da cadeia alimentar fazendo com que houvesse o aumento na produção de pescados e ostras na região.

 

Apesar de todos esse benefícios que as árvores proporcionam, o Brasil perdeu cerca de 71 milhões de hectares entre 1985 e 2017, mesma época que a agricultura triplicou o crescimento e a de pecuária cresceu 43%, segundo levantamento do projeto MapBiomas. Dessa forma, as áreas verdes foram reduzidas causando grande impacto ambiental.

Normalmente, as madeiras são provenientes de matas nativas, áreas de preservação permanente ou reservas legais. Em matéria publicada pelo jornal Estadão, a extração e comercialização ilegal de madeira movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Uma forma de combater essa prática irregular, é incentivando a produção de florestas comerciais nobres. Devido ao fenômeno do Apagão Florestal, no qual é previsto a queda no fornecimento de madeira de florestas nativas e aumento da demanda, há a necessidade de criação de florestas privadas. Além de atender uma demanda latente, retiram a pressão das matas nativas, reduzindo-se a necessidade de extração de árvores nativas centenárias que servem de abrigo para diversas espécies.